É roda de cirandaÉ folha em trevo
É mais que almejo.
Amor é tenda de índio
É puro misticismo
É selvagem bicho
Louco alforriado.
Pássaro em gaiola
É escravo revoltado
Cantando em desespero
Bêbado Insano.
É visão turva em miragem
Destroça a realidade
Faz da vida um momento
Errante e incerto.
Deixai fluir o que transborda
Feito cair gota de chuva
Deslizando pelo corpo
Matando na alma a seca.
Ayllane Fulco
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