Vivo a te observar à distânciaEntre escuros e solidão
Sou mar contemplando lua
Expandindo admiração.
Mas sou apenas mar e tu lua
Vivo banhado à custa tua
Servindo-me de clarão
Em meio às noites de escuridão.
Mas tu pouco me olhas
Ludibriada pelo sol
Eu pouco te importas
Sou um mero algoz.
A inveja me chega fria
Ao ver o sol te iluminar
A tua face que sorria
Chegando-se a clarear.
Que posso eu te oferecer?
Se não minha companhia!
Que mal há no te querer?
Por que não aceitas ser minha?
O sol vem chegando orgulhoso
Enquanto tu partes apaixonada
Eu continuo aqui chorando
Despedindo-me de tuas migalhas.
Ayllane Fulco
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